O que é o vegetarianismo?

Semana passada escrevi um pouco sobre alimentação e yoga. Hoje convido a nutricionista Ellen Rutherford para falar um pouco sobre vegetarianismo, seus tipos e benefícios!


 

A forma de alimentar-se pode ser classificada pelo tipo ou origem dos alimentos que são consumidos. O vegetarianismo consiste no padrão alimentar em que são excluídos todos os tipos de carnes.

O vegetarianismo é subdividido em 4 categorias:

  • Ovolactovegetarianos: utiliza ovos, leite e derivados na alimentação;
  • Lactovegetarianos: utiliza leite e derivados na alimentação;
  • Ovovegetarianos: utiliza ovos na alimentação;
  • Vegetarianos estritos: não consomem nada que seja de origem animal;

Já o veganismo, segundo a definição da Vegan Society, seria um modo de vida no qual busca-se excluir todo e qualquer produto que utiliza a exploração de animais para sua produção, incluído desde vestuário até a alimentação. Neste sentido, os veganos, no que diz respeito a dieta seriam classificados como Vegetarianos Estritos.

POR QUE ADOTAR UMA DIETA VEGETARIANA

Existem alguns motivos para excluir a carne da alimentação, podem ser por questões de saúde, ética, ambientais e sociais.

Existem evidencias científicas de que a dieta vegetariana é mais saudável do que a dieta que inclui carne. Algumas doenças estão associadas ao alto consumo de proteína animal, especialmente a carne vermelha. Dentre elas estão: doenças coronarianas, hipertensão, artrite, gota, constipação, câncer, ulcera, entre outras.

Só no Brasil são abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto para a produção de carnes, ovos e leite. Estes animais são em sua maioria, porcos, bois e frangos, animais com capacidade cognitiva de sentir dor, sofrimento e alegria da mesma forma que animais domésticos como cães e gatos.

Dados da ONU mostram que o setor pecuário é o maior causador de erosão e contaminação dos reservatórios aquíferos do planeta. Segundo pesquisas estima-se que 14,5% das emissões de gases causadores do efeito estufa provenientes das atividades humanas é oriundo da pecuária. Além disso, a maior parte do desmatamento da Amazônia tem sua origem relacionada ao setor de produção de carnes, laticínios e ovos.

Fora isso, 97% de toda a produção global de farelo de soja e 60% de milho não são utilizados para o consumo humano. Estes são para produção de ração animal, utilizando vastos territórios com alto impacto para o meio ambiente com produção real de alimentos de baixa eficiência. São necessários de 2 a 10 kg de proteína vegetal para produção de apenas 1 kg de proteína de origem animal.

A principal motivação para adoção do vegetarianismo seriam questões éticas associados ao consumo de carne e em segundo lugar os fatores relacionados a saúde. De modo geral as questões ambientais e sociais não estariam entre os motivadores de mudança.

Ser vegetariano é mais fácil do que parece e o universo de possibilidades que se abre ao se abrir para essa possibilidade é surpreendente. No próximo artigo falaremos sobre alguns mitos relacionados ao vegetarianismo e de alguns dos impactos positivos que a alimentação vegetariana pode trazer para sua saúde. Até a próxima!

Por Ellen Rutherford – nutricionista funcional

Instagram @ellen_rutherford

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