Sobre mães

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De acordo com a  tradição védica, as mães configuram os primeiros gurus (aquele que retira da escuridão e conduz à luz) na vida de um indivíduo. Deve ser reverenciada e respeitada acima de tudo e todos. É a forma em corpo que representa a potência divina da criação, do cuidado, do prover, do amor incondicional, da mãe natureza.

No vasto campo da mitologia hindu, a figura da mãe também é representada por algumas formas femininas. Porém, a Mother Durga – Mãe Durga é uma das quais mais me chama atenção. Durga significa literalmente “a inacessível” ou “A invencível”. Também conhecida como Maa Durga ou Ma Durga  é uma forma de Devi, a deusa suprema.

Sentada em um leão, por vezes tigre, cabelos pretos, soltos e revoltos, armada até os dentes, com o olhar firme e amoroso, é conhecida como a destruidora dos demônios. Acolhedora, maternal e de uma força guerreira impressionante, Durga não mede esforços para aniquilar todo o mal que se apresenta a frente de seus filhos. Como uma leoa, é a guerreira feminina suprema, destemida, corajosa e protetora.

A energia materna de Durga é avassaladora,  força aniquiladora, cujo objetivo máximo é a proteção de seus filhos de todo mal. De todos os males que impedem seus filhos de seguirem os caminhos do dharma (termo com diversas conotações, aqui uso no sentido da ordem divina e harmonia).

Capaz de conjugar suavidade e força, coragem e amor maternal, os mantras (vibrações sonoras) evocados a esta deusa são fortes e intensos. Ecoam no fundo do coração. Hoje lembrei-me de tantas mulheres que tiveram a Mãe Divina como condutora de suas vidas. Madre Teresa de Calcutá, Joana d’Arc, Irmã Dulce, Mātā Amritanandamayī Devi, são exemplos tangíveis de Durgas em carne e osso. Parteiras, curandeiras, senhoras das matas, tias, bruxas, madrinhas, chefes de família, lideranças religiosas, lideranças comunitárias, são tantos os exemplos de mulheres que pulsam e vivem as facetas do amor maternal, independente das conexões biológicas.

É visível que a fonte de nossa destruição é o distanciamento dessa energia pulsante da vida. Aprisionados no mundo doméstico, os valores de manutenção da vida se tornaram secundários em mundo cada vez mais indiferente ao outro. Está mais do que na hora de explodirmos as fronteiras.

Certa vez Buda disse: “Ame o mundo inteiro como uma mãe ama seu único filho.”

Que nesse dia das mães, possamos nos inspirar na representação máxima do amor da mãe divina para que elevemos nossas consciências em prol de um mundo pleno e amoroso.

Feliz Dias das Mães a todos nós!

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